Desemprego sobe em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026

Dados do IBGE mostram aumento do desemprego em 15 estados brasileiros no início de 2026.

IBGE / Siga Gazeta Brasil | 14/05/2026

Desemprego sobe em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026

Levantamento do IBGE aponta aumento da taxa de desemprego em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026. (Reprodução / Agência Brasil)

Acre aparece entre os estados com maior crescimento da taxa de desocupação, segundo dados divulgados pelo IBGE


O desemprego voltou a crescer em 15 estados brasileiros durante o primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A taxa nacional de desocupação ficou em 6,1% no período.

Entre os estados com os maiores índices de desemprego estão Amapá, com 10%, seguido de Alagoas, Bahia e Pernambuco, todos com 9,2%. O Piauí aparece logo depois, com 8,9%.

Já os menores índices foram registrados em Santa Catarina, com 2,7%, Mato Grosso, com 3,1%, e Espírito Santo, com 3,2%.

O levantamento mostra ainda que o Acre esteve entre os estados onde o desemprego mais cresceu no trimestre. O aumento foi de 1,8 ponto percentual, atrás apenas do Ceará, que registrou alta de 2,3 pontos, e à frente do Tocantins, com avanço de 1,6 ponto.

Os dados também revelam desigualdades no mercado de trabalho brasileiro. Entre as mulheres, a taxa de desemprego chegou a 7,3%, enquanto entre os homens ficou em 5,1%.

Na divisão por raça, as pessoas pretas registraram taxas de 7,6%, pardas 6,8% e brancas 4,9%.

A pesquisa aponta ainda que os trabalhadores com ensino médio incompleto enfrentam maior dificuldade para conseguir emprego, com taxa de desemprego de 10,8%. Entre pessoas com ensino superior completo, o índice caiu para 3,7%.

Outro indicador divulgado pelo IBGE foi o da subutilização da força de trabalho, que atingiu a média nacional de 14,3%. O maior percentual foi registrado no Piauí, com 30,4%, enquanto Santa Catarina teve o menor índice, com 4,7%.

O desalento — situação em que uma pessoa desiste de procurar emprego — ficou em 2,4% no país. O Maranhão liderou com 10,3%, enquanto Santa Catarina apresentou um táxon menor, de apenas 0,3%.

Já a informalidade atingiu a média nacional de 37,3%. O Maranhão registrou o maior percentual, com 57,6%, enquanto Santa Catarina teve o menor índice, com 25,4%.

O levantamento mostra ainda que cerca de 1,1 milhão de brasileiros procuram emprego há dois anos ou mais, apesar do número representar queda de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado.


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