Acre aparece entre os estados com maior crescimento da taxa de desocupação, segundo dados divulgados pelo IBGE
O desemprego voltou a crescer em 15 estados brasileiros durante o primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A taxa nacional de desocupação ficou em 6,1% no período.
Entre os estados com os maiores índices de desemprego estão Amapá, com 10%, seguido de Alagoas, Bahia e Pernambuco, todos com 9,2%. O Piauí aparece logo depois, com 8,9%.
Já os menores índices foram registrados em Santa Catarina, com 2,7%, Mato Grosso, com 3,1%, e Espírito Santo, com 3,2%.
O levantamento mostra ainda que o Acre esteve entre os estados onde o desemprego mais cresceu no trimestre. O aumento foi de 1,8 ponto percentual, atrás apenas do Ceará, que registrou alta de 2,3 pontos, e à frente do Tocantins, com avanço de 1,6 ponto.
Os dados também revelam desigualdades no mercado de trabalho brasileiro. Entre as mulheres, a taxa de desemprego chegou a 7,3%, enquanto entre os homens ficou em 5,1%.
Na divisão por raça, as pessoas pretas registraram taxas de 7,6%, pardas 6,8% e brancas 4,9%.
A pesquisa aponta ainda que os trabalhadores com ensino médio incompleto enfrentam maior dificuldade para conseguir emprego, com taxa de desemprego de 10,8%. Entre pessoas com ensino superior completo, o índice caiu para 3,7%.
Outro indicador divulgado pelo IBGE foi o da subutilização da força de trabalho, que atingiu a média nacional de 14,3%. O maior percentual foi registrado no Piauí, com 30,4%, enquanto Santa Catarina teve o menor índice, com 4,7%.
O desalento — situação em que uma pessoa desiste de procurar emprego — ficou em 2,4% no país. O Maranhão liderou com 10,3%, enquanto Santa Catarina apresentou um táxon menor, de apenas 0,3%.
Já a informalidade atingiu a média nacional de 37,3%. O Maranhão registrou o maior percentual, com 57,6%, enquanto Santa Catarina teve o menor índice, com 25,4%.
O levantamento mostra ainda que cerca de 1,1 milhão de brasileiros procuram emprego há dois anos ou mais, apesar do número representar queda de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
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