Justiça rejeitou pedido dos Republicanos para suspender levantamento do Instituto Veritá; pesquisa mostra Mailza Assis próxima de Alan e Jorge Viana em segundo para o Senado
O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) decidiu manter válida a pesquisa eleitoral divulgada pelo Instituto Veritá sobre a disputa pelo governo do Acre e pelo Senado nas eleições de 2026. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (14) e negou o pedido de liminar apresentado pelo diretório estadual dos Republicanos.
A ação questionou a adição do levantamento e pediu a suspensão imediata da divulgação dos dados. O partido alegava a existência de supostos “vícios graves” na metodologia utilizada pelo instituto.
A decisão foi assinada pela juíza relatora Lilian Deise Braga Paiva, que entendeu não haver elementos suficientes, neste momento do processo, para determinar a suspensão da pesquisa.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AC-07234/2026 e reuniu 1.030 participantes entre os dias 23 e 27 de abril. A pesquisa foi divulgada no dia 28 e teve custo declarado de R$ 79.310, financiado pelo próprio Instituto Veritá.
No cenário estimulado para o governo do Acre, o senador Alan Rick aparece na liderança com 38,1% das intenções de voto. Em seguida está a governadora Mailza Assis, com 32,9%, enquanto o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, sobe com 22,1%.
Já no cenário espontâneo, Alan Rick soma 44%, Mailza Assis aparece com 27% e Tião Bocalom registra 22,5%.
A pesquisa também avaliou os índices de exclusão dos pré-candidatos. Tião Bocalom lidera nesse quesito, com 33,4%, seguido por Alan Rick, com 23,8%, e Thor Dantas, com 22,9%.
Na ação, os republicanos apresentaram supostas falhas metodológicas, como ausência de detalhamento na coleta de dados, divergências em informações sobre renda familiar, delimitação territorial genérica e inconsistências relacionadas à identificação partidária de alguns nomes citados no questionário.
Ao analisar o caso, a magistrada afirmou que as alegações ainda carecem de análise técnica mais aprofundada e que eventuais inconsistências não justificam, por si só, a suspensão imediata da pesquisa.
“Não há prova inequívoca de perigo de dano irreversível”, destacou a juíza ao negar a liminar.
Após a decisão, o TRE-AC determinou a citação do Instituto Veritá para apresentação de defesa no prazo de dois dias, seguida de manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.
Rede News 24 Horas