Descontos tarifários destinados aos consumidores atendidos pela Energisa Acre ao longo de 2026, com redução média prevista de até 4,51%.
Os consumidores criativos poderão sentir um rompimento no bolso ao longo de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou novas regras para a devolução de até R$ 5,5 bilhões em descontos tarifários destinados às regiões Norte e Nordeste do país.
No Acre, a medida deve beneficiar os clientes atendidos pela Energisa Acre, fornecimento responsável pelo fornecimento de energia elétrica no estado.
Segundo a Aneel, o objetivo é reduzir o custo da tarifa em estados onde a geração e distribuição de energia têm despesas mais elevadas, especialmente em áreas que ainda dependem de sistemas isolados e usinas térmicas movidas a diesel.
De acordo com a agência reguladora, o desconto médio pode chegar a 4,51%, mas o percentual final dependerá do valor arrecadado e também dos reajustes tarifários aplicados por cada distribuidora ao longo do próximo ano.
Os recursos que serão usados para reduzir as tarifas virão da antecipação de pagamentos do chamado Uso de Bem Público (UBP), taxa paga por hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.
Uma legislação recente autorizou as empresas a anteciparem esses pagamentos com desconto de 50%, desde que os valores arrecadados fossem destinados à redução das tarifas nas áreas atendidas pela Sudam e Sudene.
Inicialmente, o governo federal estima arrecadar cerca de R$ 7,9 bilhões. No entanto, apenas 24 das 34 empresas aptas a aderir ao acordo, prevêem aproximadamente R$ 5,5 bilhões.
A Aneel trabalha atualmente com três cenários de redução média nas tarifas:
- arrecadação de R$ 4,5 bilhões: desconto médio de 5,81%;
- arrecadação de R$ 5 bilhões: desconto médio de 5,16%;
- arrecadação de R$ 5,5 bilhões: desconto médio de 4,51%.
O benefício será aplicado gradualmente nos reajustes tarifários das distribuidoras ao longo de 2026 e deve alcançar os consumidores chamados de “cativos”, que compram energia diretamente das distribuidoras e não participam do mercado livre de energia.
Rede News 24 Horas