Conversas no celular do adolescente indicam suspeita de articulação entre estudantes de outras escolas; polícia investiga extensão do caso.
Mensagens enviadas no celular do adolescente de 13 anos, responsável pelo ataque que matou duas funcionárias do Instituto São José, em Rio Branco, levantam a suspeita de que o caso pode estar ligado a algo maior.
De acordo com informações obtidas por funcionários e alunos, conversas no aplicativo WhatsApp indicaram que estudantes de outras unidades da rede estadual — como as escolas Padre Carlos Casavecchia, CERB, José Rodrigues Leite e Maria Vicente — estariam envolvidos em planos de ataques coordenados. A Polícia Civil, no entanto, ainda não confirma oficialmente essas informações e segue apurando o material.
Relatos de ex-professores e conhecidos apontam que o adolescente já apresentou comportamento considerado problemático. Segundo um docente, ele chegou a mencionar, em tom aparentemente informal, a ideia de um “massacre”, ou que não foi levado a sério na ocasião.
Após cometer cerca de oito disparos, o jovem se dirigiu até o Batalhão da Polícia Militar, onde foi entregue, confessou o crime e declarou que ainda pretendia atingir outras pessoas, incluindo a diretora da unidade e alunos.
A postura durante a confissão chamou a atenção das autoridades e contrastou com os rumores iniciais de que ele sofria bullying ou teria algum transtorno. Para os investigadores, a frieza demonstrada pode indicar possível premeditação, hipóteses que seguem sendo comprovadas.
As mensagens encontradas no aparelho ampliaram o alerta para uma possível rede de adolescentes discutindo ataques. A polícia trabalha agora para identificar possíveis envolvidos e prevenir novas ações.
Enquanto isso, a conduta dos pais do adolescente ainda não foi esclarecida. Até ao momento, não há informações oficiais sobre o posicionamento ou paradeiro dos responsáveis, cujo depoimento é considerado importante para o avanço das investigações.
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